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| segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008 |
Relatório dos quatro últimos dias!
Domingo 17 Só um comentário, a inclusão digital deveria se acompanhada de muitos cursos. Passei 4 horas terríveis tentando dormir no ônibus ao lado de uma idosa que mandava centenas de mensagem pelo seu moderno celular. O detalhe: ela não tirou o som das teclas... foram duros momentos de pi pi pi pi pi pi pi piiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii... Introduza esse celular em seu ânus foi a frase mais educada que passou pela minha cabeça. Sábado 16 Um dia com muitas notícias boas, menos as características nojentas de Sampa. Realmente não sei como as pessoas idolatram aquele lugar. A chega sob uma chuva torrencial foi péssima, o ônibus cheirava cachorro molhado e em decomposição, os humanos também. A segunda luta é encontrar um programa com lugar pra sentar. O paradeiro escolhido foi a agitada Vila Madalena. Em qualquer boteco a espera era de 40 minutos, no mínimo... É de foder, 40 minutos em pé e estressado para tomar uma cerveja. Aliso o bolso na esperança de uma arma surgir milagrosamente para que eu pudesse eliminar algumas pessoas e abrir espaço. Na hora de ir embora foram vários minutos presos num táxi para vencer a enorme distância de uma quadra. Sem condições, se não for pela companhia agradável dos amigos nunca mais saio do interior. Sexta-Feira 15 Quem foi o ser que deu o nome de FUXICO a um pedaço de pano amassado e preso com linha. Escrever uma revista com esse tema foi algo quase tão complexo quanto ajustar e imprimir a revista tudo sobre CABAÇAS. Difícil conseguir seriedade dessa forma. Quinta-Feira 14 Festa da virada no meu aniversário, álcool rolando solto em casa, risadas e muita areia no olho para trabalhar na sexta de manhã. No ônibus, na viagem para São Paulo, tive problemas para dormir, meu corpo cheirava como um barril de Chopp. Terrível; Ainda bem que fui sozinho e não tive que torturar nenhum inocente ao meu lado.
José Tadeu - José Tadeu
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| quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008 |
CRIANÇAS E SUAS VIDAS MARAVILHOSAS
Gosto da vida das crianças, das coisas que elas fazem, do jeito que resolvem problemas, que encaram as dificuldades e que tratam as pessoas. Até uma certa idade os vícios, medos e traços da nossa cultura não subverteram os pensamentos infantis, para ela nada é sujo, proibido ou impróprio, o mundo se descortina a cada instante. Vai ser comum postar aqui algumas histórias, casos ou matérias que me impressionem relativas a esse tema. Hoje segue um contozinho: O MENINO QUE NÃO TINHA DONS
Fábio não tinha dons. Pelo menos era o que ele dizia. A Bia sabia pintar, fazia desenhos pra todo mundo, eram lindos os desenhos dela. Ele adorava os desenhos dela, estava sempre perto, elogiando e dando idéias. Marcos tocava. Estava no conservatório desde cedo, era perfeito no piano, sabia ótimas melodias. Ele adorava ouvir as musicas do amigo, que sempre pedia sua opinião para tudo. Juliana era nadadora. Vencia campeonatos e mais campeonatos. Fábio era um torcedor fiel, não nadava nada bem, mas ia a todas as competições da colega. Gabriela era atriz, além de ser linda era perfeita nos palcos. Sabia emocionar as pessoas como ninguém. Fábio era seu fã numero um. Jamais perdia uma peça em que ela fosse aparecer. O problema é que Fábio não sabia fazer nada disso. Não escrevia, não desenhava, não cantava... Nada... Isso começou a fazer com que ele ficasse triste, tristeeeee, tão triste que ele acabou ficando doente. Um dia quando acordou viu muita gente no seu quarto, viu Bia, Juliana, Marcos e Gabriela e foi aí que percebeu qual era seu dom. O dom de fazer amigos.
José Tadeu - José Tadeu
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| quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008 |
Nossa função
Há dias em que percebemos que o riso é a melhor solução para todos os problemas. Em outros percebemos que rir é a única opção que sobra, para evitar tiros e morte no ambiente de trabalho. A reunião da semana traz o seguinte resultado: Então o papel de vocês é o seguinte: eles vão trazer as cagadas, muitas cagadas, vocês resolvem, não pedem a nossa ajuda, não deixam a gente saber e entregam o produto pronto. Tudo bem pra vocês? Pois é, no Japão, quem eliminava os problemas assim eram os ninjas, na idade média, os mercenários, no começo da colonização nacional, os jagunços e no Brasil atual, chamamos de jornalistas.
José Tadeu - José Tadeu
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| terça-feira, 12 de fevereiro de 2008 |
Seres Mitológicos
Ouvi um comentário engraçado que merece ser postado aqui para que seja admirado pelos estudiosos do futuro. A criação do termo é da Ianara, editora da empresa onde trabalho. A descoberta merece destaque, afinal, quem nunca sofreu nas mãos desses diabretes. Sabemos que existem infinidades de seres mitológicos de todas as origens, significados e com as mais diferentes funções. Temos das fadas, conhecidas pelo senso de proteção, os Duendes, que pregam peças, os Faunos guerreiros e mentirosos, Ninfas belíssimas, os trabalhadores Anões, que vivem nas profundezas da Terra ou os belos Elfos, que protegem e vivem na natureza. O que poucos conhecem são os Fudelfos, seres mágicos que vivem no interior dos computadores e tem como único objetivo foder a nossa vida. São eles que fazem peças boas pararem de funcionar do nada, para logo em seguida voltarem a pegar. São eles que desaparecem com arquivos, mudam nomes e extensões, mudam cores, trocam letras de lugar e, com certeza, são os responsáveis pelo travamento dos computadores.
José Tadeu - José Tadeu
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| segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008 |
FIM DE CARNAVAL
O carnaval chegou ao fim e, seu eu tiver que ouvir mais uma vez o Créu, a Pirigueti ou alguma dessas outras invencionices cariocas que a Globo insiste em divulgar, eu serei obrigado a por em prática um plano de destruição em massa da mente popular: uma hora, quando eu for grande, rico e sádico vou criar um sucesso pop bem horrível e matar cada ser humano que ousar gostar dessa música.
José Tadeu - José Tadeu
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| sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008 |
As preces ciganas, e mais uma história de ônibus
Minha vida pede viagens constantes, isso é um fato. Aprendi, durante os últimos anos, a gostar dos ônibus e a me adaptar às irregularidades dos bancos, às diferentes inclinações e a todos os tipos de condições, pois só dessa forma eu poderia simplesmente deitar e dormir ao entrar em um deles. Porém, papai do céu sempre me prega peças nas viagens e essa foi mais uma delas. Já não bastasse o atraso de um moto táxi dos infernos me fazer perder o primeiro ônibus, eu não conseguir almoçar e ainda ter que voltar ao trabalho para deixar um dinheiro antes de pegar a condução, senta-se atrás de mim um cigano. Sim, isso mesmo, um cigano, com todas as coisinhas e detalhes que lhes são pertinentes. Correntes, dentes de ouro, pedras penduradas por todo o corpo, cara de malvado e um cheirinho... hummm deliciosamente podre! Foi o ônibus ligar, cinco minutos de estrada e o cara não me começa a rezar? Dizia algumas preces em uma língua estranha e por quase toda a viagem... por fim, pra piorar a situação, no meio do caminho quebra o ar condicionado e todos os passageiros são obrigados a dividir a mesma prece e o mesmo cheiro do cigano... me senti como nos caminhões que transportavam presos durante a segunda guerra, com o escapamento virado para dentro, para que as vítimas já morressem pelo caminho... Mas tudo bem, foram só 4 horas... quem liga pra isso!
José Tadeu - José Tadeu
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| quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008 |
O retorno
Novamente tentarei manter isso com regularidade. Acho que escrever algo diariamente é impossível, mas semanalmente é uma meta plenamente alcançável. A minha vida mudou nos últimos tempos. Comecei como um estagiário de uma tevê fracassada, passei por produtor de um quadro de esportes radicais e acabei por encontrar a paz, se é que se encontra a paz no mesmo lugar em que me encontro, em uma grande editora do interior. Hoje sou um feliz e contente redator e revisor de revistas de artesanato, religiosidade, culinária entre outros temas que me permitem viver cada vez mais no limite entre a loucura e a normalidade! E assim seguimos, ainda sem sorte, ainda com problemas de ego, ainda em tratamento psicológico constante e ainda precisando de um curso eficaz de português... seguimos em frente!
José Tadeu - José Tadeu
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